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domingo, 29 de setembro de 2013

Elysium

O filme do Wagner Moura e do Sharlto Copley, com a participação do Matt Damon.

                   

Depois do estrondoso "Distrito 9", Neil Blomkamp estreia de verdade em Hollywood, sendo em muitos momentos carregado nas costas pela escolha ótima do elenco secundário, que tira o brilho do protagonista falho e das cenas de ação muitas vezes mal encaixadas e que deixam de lado o enredo, este sim, ótimo. "Elysium" é um filme de ação comum, desses que lançam todo o ano, mas com uma história mais elaborada, dando espaço para atuações muito, mas muito boas. E as melhores delas não são de nenhum americano.

Max (Matt Damon), um ex-delinquente que tenta se redimir na vida trabalhando honestamente, sofre um grande acidente em sua fábrica. A partir desse momento, restam-lhe poucos dias de vida. Sua única salvação é ir para o paraíso fabricado, a base estelar na órbita da Terra, Elysium, onde não se adoece, é quase impossível que se morra e toda e qualquer enfermidade pode ser curada. Mas ele é pobre, e só os ricos podem estar nos céus. Começa aí uma jornada, que critica a sociedade de todo o mundo, onde as desigualdades são extremamente grandes. Não só isso, como a superpopulação, o desgaste dos recursos da Terra, a falta de organização justa no ambiente de trabalho... O quê deixa o roteiro bem diferente do quê vemos hoje em dia por aí, e relembra algumas críticas em "Distrito 9". Porém, o quê o antecessor não tinha - pelo menos não aos montes - eram as cenas de ação, que quebram o ritmo da história que ia tão bem. Como se, para se provar como um filme para a grande massa, ele precisasse ter essa quantidade de brigas, perseguições, tiroteios e tudo mais. Assim, o filme se consolida como definitivamente, um filme de ação pura, e em certas partes parece um filme - como um gosto de chamar - de ação para ação.

E quando a história parece sair do rumo, Wagner Moura e Sharlto Copley a trazem de volta a Terra (de certo modo, literalmente). O brasileiro, estreando em Hollywood, entrega uma belíssima atuação, tendo pulso firme, soltando a melhor piada do filme (lá no finalzinho) e ainda conquistando o público na parte do tempo em que aparece mais do que Damon consegue em todo o longa. O sotaque (cada um carrega o seu próprio) é forte de propósito, e até um português sai ali. Mas quem me conquistou, quem eu poderia passar o dia ouvindo, é o sul-africano Copley. Simplesmente o mais badass de tudo! Tanto que dá até pra torcer pra ele numa sequência (só em uma, ele é um cara malvado demais). Jodie Foster e Alice Braga tem papéis muito importantes, mas também muito pouco tempo de tela. Dá pra esquecer da americana em meados da trama, e da brasileira também (Alice, engraçadamente, é a única pessoa limpa da Terra inteira).

Outras coisas incomodam, mas muito pouco: a trilha sonora, que não sabe se vai se focar em temas "eletrônicos" ou "clássicos"; e também a famosa câmera na mão, que vira e mexe se foca direto no sol, deixando tudo extremamente branco no planeta. Mais até do quê em Elysium, onde tudo já é branco.
No fim, o novo longa-metragem de Blomkamp tenta ir pro lado "Vamos faturar" e esquece um pouco o lado "Peraí, isso aqui deveria fazer sentido pro cara". Se o filme é bom? Sim, ele é. Mas além de não cumprir qualquer expectativa criada por Distrito, não cumpre as próprias. É um filme de ação que por sinal lembra muito "Robocop". Só. Com um vilão muito fodão e o Wagner Moura falando palavrão.

sábado, 28 de setembro de 2013

Marvel's Agents of S.H.I.E.L.D.

Piadas, tédio, e a boa e velha violência amenizada da Marvel.


Se tem algo que com certeza se mostrou uma verdade no primeiro episodio da serie, foi o nome. O foco da serie é completamente os agentes, e mesmo se situando no mesmo mundo dos vingadores, o enredo se mostra realmente nem ai para a existência deles.
 Uma das grandes vantagens para os fãs, e desvantagens para o publico comum, é que a serie se situa justamente no universo Marvel, e você precisa ter assistido todos os filmes desde o primeiro Homem de Ferro ate o terceiro para ter uma experiencia completa, o primeiro episodio já começa dando extrema importância ao Extremis, que só veio aparecer no Homem de Ferro 3, e a serie não da uma explicação sobre o que é ele. E de fato, acredito que essa ligação com o mundo, sem citar os heróis  atrapalha muito, em um episodio você vê coisas ligadas a todos os filmes do Homem de Ferro e ate ao Incrível Hulk, é quase um compilado de Easter Egg's que não te da vontade de acompanhar o que vai vir, pois todos são referencias a coisas que já aconteceram, a serie já deu a entender que faz parte do mundo Marvel no primeiro minuto literalmente, com um garotinho olhando para uma vitrine com bonecos dos vingadores, não precisava de a cada 10 segundos citar algum equipamento ou cena de algum filme. Alias a serie levou o equipamento da S.H.I.E.L.D. a outro patamar, com direito a bandeja de garçom/raio x de parede no melhor estilo 007.
 Em contra partida a bagunça que a serie se mostra, se você se focar no principal, no grupo de agentes a procura de "heróis" que ainda não foram classificados. O principio básico da serie aliado a bela e clara imagem que o formato live-action nos da, permite que a serie seja simples visualmente, e isso ajudou neste primeiro episodio, porque ele não teve exatamente o "action" que era esperado em um trabalho da Marvel, e os efeitos foram típicos de live-action, que conseguem ser melhores que os de grandes series, você percebe nitidamente a falta de realidade das cenas, mas de algum jeito, aquilo ainda consegue ser muito legal. Na maior parte do tempo parece que a S.H.I.E.L.D. é a malvada da historia, mas logo ela se mostra com as boas acoes de sempre, e Mike, um dos focos da trama, tem um personagem profundo, que não tem chance de mostrar do que é capaz, enquanto precisa sustentar um filho.
 Em minha opinião a parte mais desnecessária e que atrapalhou a serie foi o agente Coulson, um personagem importante, mas a Marvel escolheu logo o coitado para ser o personagem cômico da historia, as primeiras três falas dele foram piadas, e nas outras ou ele estava rindo, ou olhando para alguma coisa que sugere uma piada implícita. O personagem não passa o ar de agente do governo que trabalha protegendo o pais, a cara risonha dele não ajuda(vide imagem a direita) ele consegue dar risada ate quando um homem quer matar ele e esta prestes a explodir pelo Extremis.
 No geral a serie  tem potencial, ainda não provou que vale a pena ser assistida, mas vale a pena conferir o próximo episodio e saber o rumo das historias, e saber se a bagunça foi apenas empolgação de estreia, o que é bem possível  A serie provavelmente vai ser sucesso, e ser importante na linha do tempo Marvel, e realmente, se essa serie vier a fazer sucesso entre os brasileiros, vai ter sido gracas a sites e redes sociais, porque o trabalho de divulgação do canal Sony Brasil foi um lixo, se é que existiu. O canal teve a coragem de cercar o episodio com produções próprias, brasileiras, e muito fracas, assim que acabou o episodio começou uma especie de sitcom sem recursos. A Warner por exemplo, poderia fazer um trabalho melhor, e não apenas ela. Reclamações sobre o canal a parte, esperamos os próximos episódios, e que a serie seja compatível com a Marvel, que esta trabalhando muito pra criar conteúdo em mais uma mídia, a TV.

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Cinema + Vídeo-Games?! A Lucasfilm quer assim.

Só uma dica sobre a notícia: isso aí não vai mais existir. Never!

Em uma apresentação ao BAFTA (algo como a organização do cinema no Reino Unido), a produtora de filmes Lucasfilm propôs uma coisa no mínimo interessante:
"O quê poderia sair da junção de cinema e games?"
Todos já viram o que podemos fazer nos filmes, e acho que a maioria das pessoas vai concordar que a indústria do videogame está alcançando o cinema bem rápido, especialmente na nova geração de consoles. Tenho certeza de que dentro da próxima década veremos uma convergência em termos da capacidade dos efeitos visuais tradicionais — fazendo fogo, criaturas e ambientes mais realistas — mas trabalhando de forma completamente interativa. Nós acreditamos que os gráficos serão tão realistas em tempo real que, na próxima década, vamos começar a poder tirar o “pós” de “pós-produção”, onde você vai deixar um set e a cena estará praticamente completa.Se você combinar videogames com as técnicas do cinema, você pode começar a ter essas experiências realmente profundas. Ser capaz de animar, editar e compor em tempo real vai mudar a forma como trabalhamos e realmente trazer de volta a experiência criativa nos efeitos visuais.
Esse foi o comentário de Kim Libreri sobre a ideia que é uma nova etapa no sistema de captação de movimentos. O prometido é o seguinte:
Um ator qualquer usará a velha roupa cheia de sensores, e também terá acoplado aos ombros um suporte com uma câmera + Kinect que captará todos os seus movimentos faciais. No set, não haverá nada além do ator, os cinegrafistas, o diretor e um tablet. Tudo o quê for filmado irá para o aparelho, onde o diretor irá simplesmente escolher como aquilo irá para a tela. Depois disso, põe-se a trilha sonora e está pronto. Pode lançar aos cinemas. SEM PÓS-PRODUÇÃO!
Para não me acabar em explicações, segue-se o vídeo (impressionante) da apresentação:
O vídeo mostra como o jogo "Star Wars 1313" estava sendo produzido, mas segundo a produtora, a mesma ideia será usada nos cinemas. Resta saber se "Star Wars Episode VII" a usará.
É ou não é foda? O futuro do cinemas está chegando. E os jogos estão nele.
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